Musical kingdom

Queen! Subject I’m from a Juliana and the piano

Which in the alcove resounds under the art of her hands,

I’m so inclined to receive her musical blessings,

And always when I’m naked pubic hair vibrates.

 

Not being your pet slave so African,

Neither a vibrator nor a dog, nor a pagan lover

And feeling the touch upon the man’s organ,

Oh white blonde perform the Balzaquian recital!

 

Melody us… only you with the scented glands

Know how to play profane songs

Of the desires to scream and to moan by the thrusts.

 

Melody us… and that Love in a diaphanous score

Penetrates you with sweet notes,

Oh Queen, declare me a vassal of your pussy!

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Reino musical

Rainha! Súdito sou de uma Juliana e o piano

Que na alcova ressoa sob a arte de suas mãos,

Bem me inclino para receber suas musicais bençãos,

E sempre quando estou nu vibram os pêlos pubianos.

 

Não sendo o teu escravo de estimação tão africano,

Nem vibrador nem cãozinho, nem amante pagão

E sentindo o toque sobre o órgão do varão,

Oh loura branca performe o recital balzaquiano!

 

Melodia-nos… só tu com as glândulas perfumadas

Tanto conheces tocar canções profanas

De os desejos gritar e gemer às estocadas.

 

Melodia-nos… e que o Amor numa partitura diáfana

Aqui te penetres com notas adocicadas,

Oh Rainha, declare-me servo de tua xana!

Four drops

Depleted of the rough sleep where the dream

Hurt the peace in me because I ran laughing

To the lovely gentle sunflowers under the natural

Light, and more enlightened than a blessed

Man just waiting for the encounter with the lover

In the white alcove, airy and cozy,

Beauty without ties to the commitment,

What to say to Venus, oh wish, submissive

By white hands when, from her velvety hand,

Swell the flesh enters the blessed grotto!

I want the seductive Art to escape from such a cruel

Creation and, by extinguishing the incandescences by compulsion

From my inner fire, the Woman, this symphony

By her divine beauty that leaves me in agony,

Praise the muse of harmony so soft

Whose greatest pleasure is discovering her key

In the snowy depths to light subtracted

A beautiful fragrant flower that provides vitreous

Life, a flower smelled only in intimacy

And harvested in the path of the soul in deity;

And just as of Love, eternity only in lying

Poetry, I will choose to suffer too much.

And in verses forget her, still, in love;

A sigh so pure and ethereal preserved

On the breasts, inside the gleaming ivory body,

Misty from a cloud in a crescent,

Intoxication of the lover in sensual vapors,

Four drops of ecstasy coming out, glacial.

Quatro gotas

Extenuado do sono áspero onde o sonho

Agride a paz em mim porque corri risonho

Aos amáveis girassóis garbosos sob a luz

Natural, e mais iluminado que um andaluz

Amado só por esperar o encontro com a amante

Na alcova branca, arejada e aconchegante,

Beldade sem laços para o compromisso,

Que dizer à Vênus, ó desejo, submisso

Por brancas mãos quando, já da sua mão aveludada,

Entumecida a carne adentra gruta abençoada!

Quero a Arte sedutora escapar de tal criação

Cruel e, ao apagar as incandescências por compulsão

Do meu fogo interior, a Mulher, essa sinfonia

Por sua divina beleza que me deixa em agonia,

Louvar a musa de harmonia tão suave

Cujo prazer máximo é descobrir sua chave

Nas profundezas nevadas à luz subtraída

Duma linda flor perfumada que fornece vida

Vítrea, uma flor cheirada só na intimidade

E colhida na vereda da alma em deidade;

E tal como do Amor a eternidade só em poesia

Mentirosa, vou escolher sofrer em demasia

E em versos esquecê-la, ainda, apaixonado;

Um suspiro assim puro e etéreo preservado

No peito, dentro do corpo de marfim reluzente,

Evolado duma alva nuvem em um crescente,

Intoxicando o amante em vapores sensuais,

Quatro gotas de êxtase a sair, glaciais.

 

 

Put back

I paint your sky every day

And you do not see me;

Your ice look

Cools what in the night was my star;

Smooth should be your day; mine is not;

I embrace clouds and moons

So that your skin sticks

On mine, however, it is smooth

My penetrating hand of poetry,

Smooth my dawn;

Because I have no idea if the touch is going to hit

In the black sheet on which you cover yourself,

In these silk handcuffs that bind you,

In that small opening where you give yourself;

And put back

And put back.

Recoloco

Pinto teu céu todo dia

E não me vês;

O teu olhar de gelo

Esfria o que na noite foi minha estrela;

Suave deve ser o teu dia; o meu não é;

Abraço nuvens e luas

Para que a tua pele se grude

Sobre a minha, contudo é suave

Minha mão penetrante de poesia,

Suave minha madrugada;

Porque não faço ideia se o toque há de atingir

No negro lençol em que te encobres,

Nessas algemas de seda que te prendem,

Nesse abrir-se pequeno onde te entregas;

E recoloco

E recoloco.

 

Sonnet of brazilian democracy

Useless, believe in vain hope,

Rich politician, ethics wears;

Useless speech, verbalizes the evil

Known lie that tires;

 

The unemployed convicted without bail

Sees the banker laughing beside him; enough!

The oppressed soul bleeds, whipped

In the spirit by the privations of the child.

 

If from the exploited falls from the eye of destiny

The dark tear, they are angry,

And repulsion, and despair in folly!

 

Lie to us the decide, deceitful vote!

Fallacious system! Raise up unscrupulous beings

To the pulpit of theft as a pimp!