Tu sempre foste minha ausência; toda vez que falava, eu te encontrava abraçada com o
O verso que chegava em golpes diversos até mim; o silêncio reinava no familiar
Prostíbulo e glande de um astuto ardor puro ( um apetite que tornou-se palavra
Para mim), como se a indelével revolta viril que senti, o ” descubram “, e o ” sim, eu lhe
Falei quando estávamos em seus líquidos, descubram”, tivesse apenas sido seu jeito
Vítreo de se aproximar da distante verdade, como se em algum local, reconhecível,
Uma montanha nevada, tão branca quanto sêmen, estivesse escorrendo, poesia-arde
A poesia-arde no meio das tuas pernas.
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