A casa de Claudia

As paredes do quarto de Claudia escorrem lágrimas

E as flores da varanda gotejam sangue;

O tapete da sala lamenta em vão o acolhimento perdido duma inocência

Que se manchou por fêmeas, machos, pelos, gozos e vaidades;

Num corredor ecoam as canções

E na porta fecha uma noite

De fogo, de fluidos, de traição

E a conclusão vestida de vermelho afunda-se na poltrona de leitura;

 

A face de Claudia é surreal;

Não a convoquei e não faz parte da batalha;

As suas mãos poderosas trapaceiam no jogo

Apavoram a sombra e desrespeitam a luxúria.

 

 

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