De borboletas e rochas, desejam parir poemas;
Contudo as palavras habitam sozinhas as masmorras de nuvens, num castelo de vento;
De maré vazante, de refluxos, desejam parir fluidez;
Contudo as palavras moram na pátria dos seios da insanidade;
Os homens desejam parir da carne de mulheres;
E as palavras são prematuras mas o amante preexiste,
Antes do batismo e da luz;
Na cesariana anônima da alvorada.
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