Sigo a flecha

Separo-me de mim, se te pertenço;

Esqueço meus sonhos nas realidades do tempo

E do anjo sigo a flecha, a ilusão;

Separo-me de mim, se te perco a carne e a luz

E o nítido nome no rosto de todos os caminhos iniciais:

O que a princípio se assemelhava à um olhar no eterno

Se separo-me de ti é apenas um timbre falacioso na mudez;

E exatamente por esse motivo, por perder o ar,

Te pertenço; pelo vácuo.

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